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Histerossalpingografia (HSG): para que serve, como é feita e quando é pedida no tratamento de fertilidade

    Videohisteroscópio da Fértil Reprodução Humana

    A histerossalpingografia (HSG) é um exame de raio-x que avalia se as tubas uterinas estão pérvias (abertas) e mostra a forma da cavidade do útero. É um dos primeiros exames de imagem pedidos na investigação da fertilidade, geralmente feito entre o 6º e o 11º dia do ciclo menstrual, antes da ovulação. O procedimento é rápido — leva poucos minutos — mas costuma causar cólica durante e logo depois.

    Neste artigo você vai entender:

    • O que é a histerossalpingografia e o que ela avalia
    • Em que momento da investigação de fertilidade ela costuma ser pedida
    • Como o exame é feito, passo a passo, e em que dia do ciclo
    • Se a HSG dói e o que ajuda a reduzir o desconforto
    • O que o resultado pode mostrar e quais são os próximos passos
    Vai fazer uma HSG ou já recebeu o resultado e tem dúvidas sobre os próximos passos?
    Fale com a equipe da Fértil pelo WhatsApp (38) 99730-0133.

    O que é a histerossalpingografia (HSG)?

    A histerossalpingografia é um exame de imagem que usa raio-x (fluoroscopia) e contraste iodado para avaliar duas coisas ao mesmo tempo: se as tubas uterinas estão pérvias — ou seja, se permitem a passagem do contraste, o que sugere que óvulo e espermatozoide podem se encontrar — e qual é o formato da cavidade uterina. Segundo o protocolo da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) sobre propedêutica básica da infertilidade conjugal, a HSG “tem sido o teste padrão para a permeabilidade tubária”, com sensibilidade descrita entre 85% e 100% para identificar obstrução tubária.

    O exame é realizado em serviço de radiologia, não dentro do consultório ou do laboratório de reprodução assistida: um médico introduz uma cânula fina pelo colo do útero e injeta o contraste devagar, enquanto imagens de raio-x registram o trajeto do líquido pelo útero e pelas tubas.

    Quando a HSG é pedida na investigação da fertilidade

    A HSG costuma entrar entre os primeiros exames de imagem solicitados quando um casal ou uma pessoa inicia a investigação de fertilidade, junto com exames hormonais e o espermograma do parceiro, quando aplicável. O comitê de prática da American Society for Reproductive Medicine (ASRM), em sua opinião de 2021 sobre avaliação de fertilidade em mulheres inférteis, lista a HSG (ou a histerossonografia, sua variante por ultrassom) entre os testes recomendados para avaliar a permeabilidade tubária, e afirma que a laparoscopia “não é recomendada como método de rotina” para essa finalidade — ficando reservada para situações em que já exista outra indicação cirúrgica ou um achado da HSG que precise ser melhor esclarecido.

    Isso não significa que a HSG seja obrigatória para todas as pessoas em investigação: a decisão sobre quais exames pedir, e em que ordem, depende da história clínica, da idade e de achados já conhecidos — por isso ela é sempre definida em consulta, não por protocolo padronizado para todo mundo.

    Como é feito o exame, passo a passo

    De forma resumida, com base no material educativo da ASRM para pacientes e de centros acadêmicos de referência: a pessoa se deita em uma maca, de forma parecida com um exame ginecológico, sob um aparelho de raio-x. O médico posiciona um espéculo, limpa o colo do útero e introduz uma cânula fina. O contraste iodado é injetado devagar enquanto as imagens são capturadas, e pode ser necessário reposicionar o corpo para registrar diferentes ângulos. O procedimento costuma durar menos de cinco minutos, e a pessoa pode ir embora no mesmo dia.

    Em que dia do ciclo a HSG deve ser feita?

    O protocolo da Febrasgo recomenda que a HSG seja feita “na fase folicular do ciclo menstrual (6º a 11º dias do ciclo)”. A razão prática é dupla: esse período fica antes da ovulação, o que reduz a chance de o exame coincidir com uma gravidez já em curso, e evita atravessar o contraste por um endométrio ainda espesso da fase lútea, o que poderia dificultar a leitura das imagens.

    A histerossalpingografia dói? O que esperar durante e depois

    Aparelho de ultrassom usado na avaliação de fertilidade na Fértil Reprodução Humana
    A histerossonografia (avaliação por ultrassom) é, em alguns casos, usada como complemento ou alternativa à HSG na avaliação da cavidade uterina.

    É esperado sentir algum desconforto. O material educativo da ASRM para pacientes descreve que a HSG “costuma causar cólica leve a moderada por cerca de 5 a 10 minutos”, embora algumas pessoas sintam cólica por mais tempo. A cólica tende a ser mais perceptível no momento em que o contraste é injetado, principalmente se houver alguma obstrução tubária. Analgésicos de venda livre, como anti-inflamatórios, tomados antes do exame conforme orientação médica, costumam ajudar. É recomendável ir acompanhada e evitar dirigir logo depois, caso o desconforto persista.

    Depois do exame, é comum ter um corrimento amarelado com um pouco de sangue por um ou dois dias, e, com menos frequência, náusea ou tontura leve. Sangramento intenso, febre, calafrios, corrimento com odor forte ou dor abdominal severa não são esperados e devem ser informados ao médico.

    Quais são os riscos da HSG?

    De acordo com o material da ASRM, a HSG é considerada um exame seguro, com complicações sérias em menos de 1% dos casos. O risco mais relevante é infecção pélvica, mais associado a pessoas com histórico de doença tubária prévia — por isso, dor crescente ou febre nos dois dias seguintes ao exame merecem contato com o médico. Outros riscos possíveis, mais raros, incluem reação alérgica ao contraste iodado (quem tem alergia conhecida pode, em alguns casos, fazer o exame sem contraste iodado) e tontura durante ou logo após o procedimento. A exposição à radiação é considerada baixa, mas o exame não deve ser feito em caso de suspeita de gravidez.

    O que o resultado da HSG pode mostrar

    O resultado da HSG é descrito, de forma geral, como ausência de obstrução tubária, obstrução unilateral, obstrução bilateral ou fluxo de contraste prejudicado — quando o contraste não ultrapassa a porção inicial (ístmica) da tuba. Para o útero, o exame define o tamanho e o formato da cavidade e pode sugerir alterações como pólipos, miomas submucosos ou malformações müllerianas, mas tem sensibilidade considerada limitada para esse tipo de achado (a opinião de 2021 da ASRM cita cerca de 50% de sensibilidade e 30% de valor preditivo positivo para pólipos e miomas submucosos em mulheres sem sintomas) — por isso, um achado sugestivo na cavidade uterina costuma precisar de confirmação por outro método.

    Tubas aparentemente obstruídas no resultado: o que acontece depois?

    Um achado isolado de obstrução tubária na HSG nem sempre significa obstrução real — espasmo transitório da tuba ou do útero, ou a posição do cateter no momento da imagem, podem simular uma obstrução que não existe. Por isso, a ASRM recomenda que um achado de obstrução proximal bilateral seja investigado com mais cuidado antes de qualquer decisão de tratamento, o que pode envolver repetir a avaliação ou associar outro método de imagem.

    HSG normal, mas a gravidez não vem — o que isso significa?

    Uma HSG sem alterações mostra que, pelo menos quanto à permeabilidade tubária e à cavidade uterina, não foi identificada uma barreira anatômica àquela gestação — mas não exclui outras causas de infertilidade, como fatores hormonais, ovulatórios, relacionados à qualidade dos óvulos ou embriões, ou ao sêmen. Por isso, a HSG é interpretada como parte de um conjunto de exames, não isoladamente.

    HSG ou histeroscopia? Entendendo a diferença

    Videohisteroscópio da Fértil Reprodução Humana, equipamento usado para avaliar diretamente a cavidade uterina
    Quando a HSG sugere uma alteração dentro da cavidade uterina, a histeroscopia permite visualizar e, muitas vezes, tratar o achado no mesmo procedimento.

    São exames diferentes e, com frequência, complementares — não concorrentes. A HSG é um exame de imagem (raio-x) que avalia as tubas e, de forma indireta, a cavidade uterina. A histeroscopia é um procedimento em que uma câmera fina é introduzida no útero, permitindo ver diretamente o interior da cavidade e, em muitos casos, tratar pólipos, septos ou aderências no mesmo momento — mas não avalia a permeabilidade das tubas. Quando a HSG sugere uma alteração dentro do útero, a histeroscopia costuma ser o próximo passo para confirmar e, se indicado, tratar esse achado. Para entender melhor a diferença entre histeroscopia e outro procedimento frequentemente citado junto a ela, veja também o comparativo entre laparoscopia e histeroscopia ginecológica.

    Avaliação e próximos passos em Montes Claros

    Na Fértil Reprodução Humana, em Montes Claros, a indicação da HSG faz parte da investigação inicial de fertilidade, discutida em consulta de acordo com a história de cada pessoa ou casal. O exame de imagem em si é feito em serviço de radiologia habilitado — como ocorre nesse tipo de exame em qualquer lugar do Brasil —, e o resultado é analisado pela equipe médica da Fértil junto com os demais exames, para então definir se o próximo passo é tentar engravidar naturalmente com acompanhamento, indicar outro exame complementar como a histeroscopia, ou avançar para um tratamento como inseminação ou fertilização in vitro, quando a situação clínica indicar.

    Perguntas frequentes sobre histerossalpingografia (HSG)

    O que é a histerossalpingografia (HSG)?

    É um exame de raio-x com contraste iodado que avalia se as tubas uterinas estão pérvias (abertas) e qual é o formato da cavidade do útero. É um dos exames iniciais na investigação de fertilidade.

    A histerossalpingografia dói muito?

    Costuma causar cólica leve a moderada por cerca de 5 a 10 minutos, principalmente no momento da injeção do contraste, podendo ser mais intensa se houver obstrução tubária. Analgésico de venda livre, conforme orientação médica, costuma ajudar.

    Em que dia do ciclo menstrual a HSG deve ser feita?

    Geralmente entre o 6º e o 11º dia do ciclo, na fase folicular e antes da ovulação — isso reduz a chance de coincidir com uma gravidez em curso e facilita a leitura das imagens.

    A HSG substitui a histeroscopia, ou vice-versa?

    Não. São exames complementares: a HSG avalia as tubas e, de forma indireta, a cavidade uterina; a histeroscopia visualiza diretamente o interior do útero e pode tratar alterações como pólipos no mesmo procedimento, mas não avalia as tubas.

    Quais são os riscos da histerossalpingografia?

    É considerada um exame seguro, com complicação séria em menos de 1% dos casos. O principal risco é infecção pélvica; reação ao contraste iodado e tontura durante o exame são mais raras. O exame não deve ser feito em caso de suspeita de gravidez.

    Se a HSG mostrar as tubas obstruídas, o próximo passo já é a fertilização in vitro?

    Não necessariamente. Um achado de obstrução costuma ser reavaliado antes de qualquer decisão, já que espasmo transitório ou a posição do cateter podem simular uma obstrução que não existe. A conduta depende da avaliação conjunta de todos os exames e da situação clínica de cada pessoa.

    Em resumo

    • A histerossalpingografia (HSG) é um exame de raio-x com contraste que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e o formato da cavidade do útero, geralmente entre os primeiros exames pedidos na investigação de fertilidade.
    • É recomendada para avaliar a permeabilidade tubária pela ASRM e pela Febrasgo, que não indicam a laparoscopia como método de rotina para essa finalidade.
    • O ideal é realizar o exame entre o 6º e o 11º dia do ciclo menstrual, antes da ovulação.
    • Costuma causar cólica leve a moderada por alguns minutos, e é considerada um exame seguro, com complicação séria rara.
    • HSG e histeroscopia são exames complementares, não substitutos um do outro — o resultado da HSG é sempre interpretado junto com o restante da investigação, nunca isoladamente.

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    Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699 | RQE 8172, especialista em Reprodução Humana, com atuação pioneira em Montes Claros desde 1997.

    Equipe Fértil Reprodução Humana: Dr. Orestes Prudêncio, Dr. Matheus Coelho Prudêncio e Rubia Coelho Prudêncio.

    Fontes científicas

    Conteúdo educativo; as orientações individuais da equipe assistencial devem ser seguidas.

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    Publicado em: 9 de outubro de 2026.

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