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Baixa Reserva Ovariana (Menopausa precoce)

A baixa reserva ovariana ocorre quando a quantidade de óvulos disponíveis diminui antes do esperado, reduzindo as chances de engravidar naturalmente. A reserva ovariana de uma mulher é determinada ao nascimento. Infelizmente não existem células nos ovários das mulheres capazes de regenerar a quantidade de óvulos ao longo da vida.

Vale lembrar que tais células são encontradas nos homens, que podem manter a produção de espermatozoides satisfatórias até em idades muito avançadas.

Sendo assim, todas as mulheres apresentarão ao longo da vida reprodutiva uma fase em que a quantidade de óvulos está abaixo do que a considerada ideal para gerar a gravidez e, em última instância, entrarão na menopausa.

A idade média da mulher entrar na menopausa é 51 anos e isso significa que não existem mais óvulos nos ovários capazes de gerarem embriões de boa qualidade para gravidez.

Além disso, na menopausa, os ovários param de produzir o hormônio estrogênio e a mulher pode apresentar os sintomas típicos da falta de estrogênio no sangue, tais como ondas de calor, secura vaginal, labilidade emocional.

A baixa reserva ovariana é uma das causas da infertilidade e é comum em mulheres na faixa dos 40 anos, apesar de, em alguns casos, ocorrer mais cedo.

Com a baixa reserva ovariana, a mulher tem maior dificuldade para engravidar naturalmente.

Quando a baixa reserva ovariana leva à menopausa precoce, ainda é possível planejar uma gestação com o auxílio da reprodução assistida. Saiba mais em Menopausa Prematura e Gravidez.

Baixa Reserva Ovariana (Menopausa precoce)

Quando uma mulher com menos de 35 anos perde sua reserva ovariana, ela apresenta falência ovariana precoce. Tal situação pode decorrer de diversos fatores, como:

  • Doenças auto-imunes, tais como lúpus eritematoso sistêmico;
  • Genética, tais como síndrome de Turner;
  • Efeitos colaterais de tratamentos oncológicos, tais como quimioterapia ou radioterapia;
  • Tratamentos cirúrgicos com comprometimento dos ovários.

Nos casos de baixa reserva ovariana, a mulher deve buscar um tratamento para gravidez de maneira rápida, pois alguns meses podem fazer a diferença entra a obtenção da gravidez. Sempre devemos buscar o diagnóstico do problema e buscar o melhor tratamento para conseguir realizar o sonho de ter um filho.

Dr. Orestes Prudêncio, médico especialista em reprodução humana da Fértil

Dr. Orestes Prudêncio

Especialista em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas-UFMG | Crm

Sou o Dr. Orestes, sócio fundador da Fértil, Clínica de Reprodução Humana. Nós temos como propósito realizar o sonho dos casais de conceber uma nova vida! 

Para isso, contamos com equipe multidisciplinar composta por especialistas em reprodução humana, ginecologistas, obstetras, entre outros.

Período fértil: o que é e como calcular?

Quando a mulher está tentando engravidar, mesmo que mantenha relações sexuais regulares com o parceiro, o sexo só pode resultar em gravidez em um curto período de tempo, conhecido como período fértil ou janela fértil.

Entenda como funciona…

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Baixa reserva ovariana é o mesmo que menopausa precoce?

Resposta direta: não. Baixa reserva ovariana indica menor quantidade estimada de óvulos e possível resposta reduzida à estimulação. A mulher pode continuar menstruando e ovulando. Insuficiência ovariana prematura envolve perda de função ovariana antes dos 40 anos, com ciclos irregulares ou ausentes e confirmação hormonal.

Infográfico: como interpretar a reserva ovariana

AMH: ajuda a estimar quantidade de folículos e resposta à estimulação, não mede diretamente qualidade dos óvulos.

Contagem de folículos antrais: ultrassonografia que estima o grupo de folículos visíveis no início do ciclo.

Idade: continua sendo o principal indicador clínico relacionado à qualidade ovocitária e ao risco cromossômico.

Contexto: resultado isolado não define gravidez natural, não confirma infertilidade e não deve excluir alguém da FIV.

AMH baixo significa que não posso engravidar?

Não. A ASRM destaca que AMH e contagem de folículos antrais predizem melhor o número de óvulos obtidos na estimulação do que gravidez natural, qualidade embrionária ou nascimento com vida. Valores muito baixos não devem ser usados sozinhos para negar fertilização in vitro.

Existe tratamento para aumentar a quantidade de óvulos?

Não existe terapia comprovada capaz de repor o estoque ovariano. O plano busca aproveitar o tempo e as possibilidades existentes, tratando condições associadas e escolhendo entre tentativa natural, estimulação, FIV, preservação quando aplicável ou doação de óvulos. Suplementos não devem ser apresentados como forma garantida de “rejuvenescer” os ovários.

Atendimento em Montes Claros e Norte de Minas

A Fértil Reprodução Humana interpreta AMH e ultrassonografia junto à idade, histórico menstrual, cirurgias, tratamentos prévios e avaliação do parceiro, reduzindo ansiedade causada por um número isolado.

Perguntas frequentes

AMH pode variar entre laboratórios?

Sim. Método, condições clínicas e uso de anticoncepcionais podem influenciar a interpretação. Compare resultados com cautela e sempre no contexto médico.

AMH baixo mede a qualidade dos óvulos?

Não diretamente. A relação com qualidade, gravidez e nascimento com vida é fraca quando comparada à capacidade de prever resposta ovariana.

FSH normal exclui baixa reserva?

Não. FSH pode variar entre ciclos e deve ser interpretado com estradiol, idade, AMH e ultrassonografia quando indicados.

Baixa reserva causa sintomas?

Muitas mulheres não apresentam sintomas. Alterações menstruais podem sugerir comprometimento maior ou insuficiência ovariana e merecem investigação.

Congelar óvulos ainda é possível?

Pode ser, mas a quantidade esperada e o benefício dependem sobretudo da idade e da resposta. Veja congelamento de óvulos.

Recebeu um resultado de AMH baixo?

WhatsApp: (38) 99730-0133

Revisão médica

Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699, especialista em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da UFMG, com mais de 30 anos de atuação em Montes Claros. Material educativo; prognóstico e tratamento exigem avaliação individual.

Fontes científicas consultadas