Criptorquidia
Uma causa congênita (presente desde o nascimento) que é causa comum de infertilidade masculina e que pode ser tratada ainda na pequena infância é a criptorquidia. A doença caracteriza-se pela descida incompleta dos testículos para o escroto, com os mesmos permanecendo na região abdominal ou no canal inguinal.
Para desenvolver corretamente os espermatozoides, o testículo deve estar em uma temperatura mais baixa do que o natural do corpo humano – cerca de 1,5°C a 2°C mais baixa.
Um dos motivos da criptorquidia poder levar à infertilidade é o aumento de temperatura quando o testículo se encontra no canal inguinal.
O aumento de temperatura diminui a produção, concentração e a qualidade dos espermatozoides. O problema frequentemente evolui para a azoospermia, que é a ausência de espermatozoides no sêmen, o que impossibilita a gravidez natural.

Quando a criptorquidia é detectada através de exames clínicos ou através da ressonância magnética em crianças, a mesma deve ser operada ou tratada precocemente. Cada caso deve ser avaliado por um urologista, que indicará o melhor tratamento para cada caso.
- O tratamento hormonal consiste na administração de hCG (gonadotrofina coriônica), um hormônio que promove o amadurecimento do testículo e auxilia na fase final de migração do mesmo para o escroto.
- Em casos mais severos, com o testículo na cavidade abdominal, especialmente se o caso é unilateral – ou seja, ocorre apenas em um testículo – o tratamento é cirúrgico, liberando o órgão das aderências que se formam no abdômen. Assim, naturalmente ele desce para o escroto, sanando o problema. Essa cirurgia deve ser realizada até os dois anos de vida da criança.
Caso contrário, o testículo fica inoperante, levando à esterilidade e até mesmo à degeneração do órgão, transformando-o em uma neoplasia maligna. Homens com histórico de criptoquirdia apresentam um risco maior de desenvolver câncer de testículo.
Nos casos de azoospermia causada pela criptoquirdia, a biópsia testicular pode apontar a presença de espermatozóides. Nesses casos, é possível ao homem alcançar a paternidade biológica, através da coleta de tais gametas através de punção testicular ou biópsia (microtese) e posterior ICSI ( técnica de fertilização in vitro).
Caso a esterilidade seja confirmada ( azoospermia verdadeira- ausência de espermatozóides nos testículos), ainda é possível realizar o sonho da gestação do casal recorrendo aos bancos de sêmen, que promovem doação anônima de gametas e possibilitam os processos de reprodução assistida.

Dr. Orestes Prudêncio
Especialista em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas-UFMG | Crm
Sou o Dr. Orestes, sócio fundador da Fértil, Clínica de Reprodução Humana. Nós temos como propósito realizar o sonho dos casais de conceber uma nova vida!
Para isso, contamos com equipe multidisciplinar composta por especialistas em reprodução humana, ginecologistas, obstetras, entre outros.
Quando a mulher está tentando engravidar, mesmo que mantenha relações sexuais regulares com o parceiro, o sexo só pode resultar em gravidez em um curto período de tempo, conhecido como período fértil ou janela fértil.
Entenda como funciona…
Perguntas Frequentes sobre Criptorquidia
Criptorquidia sempre causa infertilidade?
Não necessariamente, mas aumenta o risco de alterações na produção de espermatozoides, principalmente quando não corrigida na infância.
A cirurgia de criança evita problemas no futuro?
A correção precoce (orquidopexia) reduz significativamente o risco de infertilidade e outras complicações na vida adulta.
Homens com histórico de criptorquidia podem ter filhos naturalmente?
Muitos conseguem engravidar naturalmente, mas alguns precisam de tratamentos como ICSI, dependendo da qualidade do sêmen.
Como é feito o diagnóstico na vida adulta?
através de exame físico, espermograma e exames hormonais para avaliar o impacto na fertilidade.
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Criptorquidia pode causar infertilidade masculina?
Resposta direta: a criptorquidia — quando um ou ambos os testículos não descem para o escroto — aumenta o risco de redução da produção espermática, sobretudo quando é bilateral. O tratamento precoce melhora o acompanhamento e pode preservar melhor a função testicular, mas não elimina completamente os riscos futuros de infertilidade ou câncer testicular.
Infográfico: cuidado ao longo da vida
Na infância: confirmar o diagnóstico e encaminhar à urologia pediátrica para definir o momento da orquidopexia.
Na adolescência e vida adulta: manter acompanhamento, conhecer o próprio exame testicular e relatar alterações.
Ao planejar filhos: realizar história reprodutiva, exame físico e espermograma quando indicado.
Se houver alteração: investigar produção espermática, hormônios e possibilidades de tratamento ou preservação.
Criptorquidia unilateral e bilateral têm o mesmo impacto?
Não. Em geral, o risco de comprometimento seminal é maior quando os dois testículos foram afetados. Homens com histórico unilateral podem manter espermograma normal e fertilidade, mas o resultado individual não pode ser previsto apenas pela história da cirurgia.
Cirurgia na infância garante fertilidade normal?
Não há garantia. A orquidopexia posiciona o testículo no escroto, facilita acompanhamento e pode reduzir riscos, mas fatores anteriores ao tratamento e o grau de comprometimento testicular continuam relevantes. A avaliação adulta deve integrar infertilidade masculina, testes de fertilidade e a condição da parceira.
Atendimento em Montes Claros e Norte de Minas
Na Fértil Reprodução Humana, homens com histórico de criptorquidia são avaliados junto ao contexto do casal. Quando a quantidade de espermatozoides é baixa, podem ser discutidas preservação seminal e técnicas como FIV com ICSI, sem prometer resultado individual.
Perguntas frequentes
Testículo retrátil é a mesma coisa que criptorquidia?
Não necessariamente. O testículo retrátil pode ser levado ao escroto durante o exame, mas precisa de acompanhamento porque pode ascender. O diagnóstico é médico.
Quem operou quando criança precisa fazer espermograma?
Não obrigatoriamente em qualquer idade. O exame é especialmente útil quando há planejamento reprodutivo, dificuldade para engravidar ou suspeita clínica.
Criptorquidia aumenta o risco de câncer testicular?
Sim. O risco permanece maior que na população geral mesmo após a cirurgia, por isso acompanhamento e atenção a nódulos, aumento ou endurecimento são importantes.
É possível engravidar naturalmente após criptorquidia bilateral?
É possível em alguns casos, mas o risco de alteração seminal é maior. Espermograma e avaliação especializada ajudam a estimar os caminhos possíveis.
Ausência de espermatozoides significa que não há opções?
Não. É preciso definir se há falha de produção ou obstrução. Dependendo do caso, podem existir recuperação cirúrgica de espermatozoides e reprodução assistida.
Tem histórico de criptorquidia?
Revisão médica
Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699, especialista em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da UFMG, com mais de 30 anos de atuação em Montes Claros. Material educativo; crianças devem ser avaliadas por especialista e a investigação adulta é individual.