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Blastocisto de dia 5 ou dia 6: faz diferença para engravidar?

    Incubadora time-lapse para cultivo de embriões em laboratório de FIV — imagem ilustrativa

    Em média, estudos observacionais mostram que blastocistos que chegam ao ponto ideal no dia 5 apresentam taxas maiores de gravidez e de nascimento do que os de dia 6, mas isso não significa que o embrião de dia 6 seja “ruim” ou deva ser descartado. Muitos bebês nascem de blastocistos de dia 6, e a decisão de transferir depende da qualidade do embrião e do contexto clínico de cada paciente.

    Neste artigo você vai entender:

    • O que significa um embrião ser blastocisto no dia 5 ou no dia 6
    • O que mostra a principal metanálise sobre o tema
    • O que um estudo molecular recente sugere sobre as diferenças entre eles
    • Por que dia 6 não é sinônimo de embrião descartável
    • Como o laboratório e o médico decidem quais embriões transferir ou congelar
    Recebeu o relatório do laboratório com embriões de dia 5 e dia 6 e ficou com dúvidas?
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    O que é o blastocisto e por que alguns chegam no dia 6?

    Blastocisto é o embrião em estágio avançado de desenvolvimento, normalmente atingido entre o 5º e o 7º dia de cultivo, com uma massa de células que dará origem ao bebê e uma camada externa que formará a placenta. Cada embrião tem seu próprio ritmo: alguns se expandem até o dia 5, outros precisam de mais 24 horas em cultivo. Esse tempo extra não é, por si só, um defeito.

    Incubadora time-lapse para cultivo de embriões em laboratório de FIV — imagem ilustrativa
    Incubadora para cultivo embrionário em laboratório de reprodução assistida — imagem ilustrativa.

    Dia 5 ou dia 6: o que mostra a principal metanálise?

    Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2019 na revista Human Reproduction analisou 29 estudos observacionais (nenhum ensaio randomizado). A taxa de nascidos vivos foi maior com blastocistos de dia 5 do que com os de dia 6 (risco relativo de 1,50 na análise geral), e a taxa de aborto foi maior após transferência de dia 6. Os autores ressaltam que a evidência é observacional e pedem estudos randomizados.

    Esses números são médias de grupos. Não dizem quanto a chance de um embrião específico é maior ou menor, nem permitem prever o resultado de uma paciente individual.

    O que um estudo molecular recente sugere?

    Um trabalho publicado em 2026 na revista F&S Science, divulgado pela ASRM, comparou a atividade gênica da camada externa de blastocistos de dia 5 e dia 6. Os autores encontraram perfis semelhantes na maior parte dos genes, com atividade ligeiramente maior de algumas vias nos blastocistos de dia 5, o que provavelmente reflete o momento do desenvolvimento, e não estados funcionais muito diferentes. É um estudo de laboratório: ele ajuda a entender a biologia, mas não substitui estudos clínicos.

    Dia 6 significa descartar o embrião?

    Não. Embriões de dia 6 de boa qualidade são comumente vitrificados (congelados) e transferidos em ciclo posterior, e podem resultar em gestações saudáveis. O que costuma pesar na decisão é o conjunto: idade da paciente, aspecto do blastocisto, resultado do teste genético (PGT-A), quando realizado, quantidade de embriões disponíveis e histórico de tentativas anteriores. Descartar não é decisão do laboratório isoladamente: ela deve ser discutida com a equipe e a paciente, de acordo com a legislação e as normas éticas vigentes.

    Como a Fértil conduz esse tema

    Na Fértil Reprodução Humana, em Montes Claros — MG, a equipe — Dr. Orestes Prudêncio, Dr. Matheus Coelho Prudêncio (CRM-MG 79730, RQE 66367) e Rubia Coelho Prudêncio — discute com cada paciente a ordem de prioridade dos embriões e se faz sentido congelá-los para transferência futura, sem prometer resultados.

    Perguntas frequentes sobre blastocisto de dia 5 e dia 6

    Blastocisto de dia 6 é de pior qualidade?

    Em média, dados observacionais indicam taxas menores de gravidez e nascimento do que no dia 5, mas o embrião de dia 6 pode ser perfeitamente viável. O tempo de desenvolvimento é apenas um dos fatores analisados.

    Dá para engravidar com blastocisto de dia 6?

    Sim. Há gestações e nascimentos de embriões de dia 6, mas a chance varia conforme idade, qualidade do embrião e outros fatores individuais.

    Embrião de dia 6 deve ser congelado?

    Em muitos casos, sim, com transferência em ciclo posterior, mas a decisão é individual e tomada pela equipe com a paciente.

    O teste genético muda a interpretação?

    Pode ajudar a priorizar embriões em situações selecionadas, mas o PGT-A tem indicações e limitações e não é obrigatório.

    Existe estudo randomizado comparando dia 5 e dia 6?

    A principal metanálise sobre o tema incluiu apenas estudos observacionais e os próprios autores pedem ensaios randomizados.

    Em resumo

    • Blastocistos de dia 5 têm, em média, melhores resultados nos estudos observacionais.
    • Isso não torna o embrião de dia 6 inadequado; muitos geram gestações.
    • Um estudo molecular recente aponta mais semelhanças do que diferenças entre eles.
    • A decisão de transferir ou congelar é individual.

    Quer esclarecer seu caso com uma avaliação individualizada? Fale com a equipe da Fértil Reprodução Humana pelo WhatsApp: (38) 99730-0133.

    Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699, RQE 8172, especialista em Reprodução Humana, com atuação pioneira em Montes Claros desde 1997.

    Equipe Fértil Reprodução Humana: Dr. Orestes Prudêncio, Dr. Matheus Coelho Prudêncio e Rubia Coelho Prudêncio.

    Fontes científicas

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    Publicado em: 18 de outubro de 2026.

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