HomeAvaliaçõesA ClínicaNotíciasComplicações da FIVInstagramEbooksPor que a Fértil?
Pular para o conteúdo

PRP ovariano (plasma rico em plaquetas): o que a ciência mostra antes de decidir

    Aparelho de ultrassom da Fértil Reprodução Humana

    O plasma rico em plaquetas (PRP) injetado no ovário — divulgado como “rejuvenescimento ovariano” — é oferecido em alguns serviços como uma possível forma de melhorar a resposta ovariana em mulheres com baixa reserva. Até o momento, porém, órgãos regulatórios e sociedades científicas classificam a técnica como experimental: as evidências de benefício real sobre a taxa de gravidez ainda são consideradas insuficientes, e a segurança do procedimento não está totalmente estabelecida.

    Neste artigo você vai entender:

    • O que é o PRP ovariano e como ele é aplicado
    • O que os estudos já publicados mostram — e o que ainda não mostram
    • Como a HFEA (agência reguladora de reprodução assistida do Reino Unido) e a ESHRE avaliam a técnica
    • Quais são os riscos conhecidos do procedimento
    • Como a avaliação da baixa reserva ovariana é feita na Fértil, em Montes Claros
    Já ouviu falar em PRP ovariano e quer entender se faz sentido para o seu caso?
    Fale com a equipe da Fértil pelo WhatsApp (38) 99730-0133.

    O que é o PRP ovariano (plasma rico em plaquetas)?

    O PRP ovariano é um procedimento em que uma amostra de sangue da própria paciente é centrifugada para concentrar plaquetas e os fatores de crescimento que elas liberam. Esse concentrado é então injetado diretamente no tecido ovariano, geralmente por via transvaginal e guiado por ultrassonografia — de forma semelhante, em termos de via de acesso, à punção usada para coleta de óvulos na fertilização in vitro.

    A hipótese por trás da técnica é que os fatores de crescimento presentes nas plaquetas poderiam estimular folículos ovarianos pouco ativos, com o objetivo teórico de melhorar a quantidade ou a qualidade de óvulos recuperados em mulheres com baixa reserva ovariana, baixa resposta a estímulos hormonais ou insuficiência ovariana prematura. É importante entender que essa é, até hoje, uma hipótese em avaliação — não um mecanismo comprovado em humanos.

    Equipamento de ultrassonografia utilizado para avaliação da reserva ovariana na Fértil Reprodução Humana
    A avaliação da reserva ovariana por ultrassonografia é parte do acompanhamento individualizado na Fértil Reprodução Humana, em Montes Claros.

    O PRP ovariano melhora a reserva ovariana ou as chances de gravidez? O que os estudos mostram

    Resumindo de forma direta: os estudos publicados até agora não comprovam, de forma consistente, que o PRP ovariano aumente a taxa de nascidos vivos. A maior parte das publicações disponíveis são pequenas, sem grupo de comparação adequado (não randomizadas) e com protocolos diferentes entre si — variando a concentração do plasma, o número de injeções e o tempo de acompanhamento. Isso dificulta comparar os resultados entre os estudos e tirar uma conclusão definitiva.

    Boa parte dos resultados publicados avalia marcadores indiretos — como variação no hormônio antimülleriano (AMH) ou na contagem de folículos antrais — e não diretamente a taxa de gravidez ou de nascidos vivos, que são os desfechos que realmente importam para quem está em tratamento. Mudar um exame de sangue não é o mesmo que aumentar a chance real de ter um filho, e a literatura atual ainda não conseguiu demonstrar essa segunda parte de forma robusta.

    O que dizem a HFEA e a ESHRE sobre o PRP ovariano?

    A Human Fertilisation and Embryology Authority (HFEA), agência que regula a reprodução assistida no Reino Unido, mantém uma avaliação pública de “add-ons” (intervenções adicionais) oferecidos em tratamentos de fertilidade. Para a injeção intraovariana de PRP em mulheres com reserva ovariana baixa ou diminuída, a classificação atual é sinal vermelho: a agência afirma não haver “evidência confiável suficiente para indicar que a injeção intraovariana de PRP traria algum benefício aos pacientes”, aponta que a maioria dos estudos disponíveis “é de baixa qualidade e envolveu um pequeno número de pacientes”, com resultados inconsistentes sobre nascidos vivos, e destaca que “praticamente todos os estudos” sobre PRP intrauterino e intraovariano em tratamentos de fertilidade não avaliaram adequadamente a segurança do procedimento.

    A European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE), sociedade científica europeia de referência em reprodução assistida, publicou uma orientação de boas práticas específica sobre intervenções adicionais (“add-ons”) em reprodução assistida, reunindo recomendações baseadas em evidência para que pacientes sejam plenamente informados sobre as chances reais de uma intervenção adicional melhorar a probabilidade de nascido vivo antes de decidir por ela — e não apenas pela promessa de resultado.

    No Brasil, a Resolução CFM nº 2.320/2022, que normatiza a reprodução assistida, estabelece como critério geral que as técnicas empregadas só podem ser utilizadas quando existir possibilidade real de sucesso e baixa probabilidade de risco grave à paciente ou ao possível descendente — um critério que se aplica a qualquer intervenção adicional oferecida dentro de um tratamento de reprodução assistida, inclusive as de caráter experimental.

    Quais são os riscos do PRP ovariano?

    Por ser uma técnica experimental, o PRP ovariano carrega riscos que vão além da falta de garantia de resultado. A HFEA aponta que não existem protocolos padronizados nem exigências de treinamento específico para o procedimento, o que gera variação entre serviços na forma de preparar e aplicar o plasma. Os riscos descritos incluem infecção, sangramento, reação alérgica e o próprio trauma mecânico da injeção direta no tecido ovariano — uma estrutura delicada e com suprimento vascular limitado.

    Há também um risco menos discutido: o custo financeiro e emocional de investir tempo e recursos em uma técnica sem benefício comprovado, especialmente quando isso retarda o início de um tratamento com eficácia já estabelecida — o que pode ser particularmente relevante para mulheres com reserva ovariana baixa, para quem o tempo tende a ser um fator relevante na decisão terapêutica.

    O PRP ovariano substitui a avaliação e o tratamento da baixa reserva ovariana?

    Não. Mesmo entre os grupos de pesquisa que estudam o PRP ovariano, a técnica não é apresentada como substituta da avaliação clínica individualizada nem dos tratamentos já estabelecidos para baixa reserva ovariana — que incluem o ajuste individualizado do protocolo de estimulação, a indicação criteriosa da fertilização in vitro e, quando indicado, a discussão sobre doação de óvulos. A decisão sobre qual caminho seguir depende da idade, do grau de reserva ovariana, do tempo de tentativa e da resposta a tratamentos anteriores — fatores que só podem ser avaliados em consulta individual.

    Se você já viu o PRP ovariano sendo divulgado como solução para baixa reserva ovariana, o mais seguro é levar a dúvida à sua equipe médica antes de decidir, e perguntar diretamente qual é o nível de evidência científica por trás da indicação feita no seu caso.

    Capela de fluxo laminar do laboratório de embriologia da Fértil Reprodução Humana
    Decisões de tratamento na Fértil Reprodução Humana são sempre orientadas por evidência científica, da avaliação clínica ao laboratório de embriologia.

    Avaliação da baixa reserva ovariana em Montes Claros

    Na Fértil Reprodução Humana, a avaliação da reserva ovariana é feita com exames consolidados — hormônio antimülleriano (AMH), contagem de folículos antrais por ultrassonografia e, quando indicado, outros marcadores hormonais —, seguida de uma conversa individualizada sobre as opções de tratamento com respaldo científico disponíveis para cada caso. Pacientes de Montes Claros, do Norte de Minas e do Sudoeste da Bahia que tragam dúvidas sobre técnicas divulgadas nas redes sociais, como o PRP ovariano, recebem orientação clara sobre o que a evidência atual mostra, antes de qualquer decisão sobre o tratamento.

    Perguntas frequentes sobre PRP ovariano

    O PRP ovariano funciona para aumentar a reserva ovariana?

    As evidências atuais não comprovam de forma consistente esse benefício. Alguns estudos pequenos relatam variação em exames como o AMH, mas não há comprovação robusta de aumento na taxa de gravidez ou de nascidos vivos, e a HFEA classifica a técnica com sinal vermelho para esse uso.

    O PRP ovariano é seguro?

    A segurança não está totalmente estabelecida. Não existem protocolos padronizados nem exigências de treinamento específico, e a maioria dos estudos publicados não avaliou a segurança do procedimento de forma adequada. Riscos descritos incluem infecção, sangramento e reação alérgica.

    Quem costuma considerar o PRP ovariano?

    Geralmente, mulheres com baixa reserva ovariana, resposta ovariana baixa em tratamentos anteriores de fertilização in vitro ou insuficiência ovariana prematura, muitas vezes após verem a técnica divulgada em redes sociais como forma de “rejuvenescer” os ovários.

    Existe alguma recomendação oficial sobre o PRP ovariano?

    Sim. A HFEA (Reino Unido) classifica a injeção intraovariana de PRP com sinal vermelho para mulheres com reserva ovariana baixa ou diminuída, e a ESHRE recomenda que pacientes sejam plenamente informadas sobre a falta de evidência robusta antes de aceitar qualquer intervenção adicional em reprodução assistida.

    O PRP ovariano pode atrasar o início de um tratamento com eficácia comprovada?

    Pode, na prática, se a decisão de tentar primeiro uma técnica experimental consumir um tempo que, em casos de baixa reserva ovariana, pode ser clinicamente relevante. Por isso, a indicação de qualquer intervenção adicional deve ser discutida com a equipe médica dentro do contexto individual.

    Quais exames avaliam a reserva ovariana antes de decidir sobre um tratamento?

    Os principais são o hormônio antimülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais por ultrassonografia. Esses exames orientam, junto com a história clínica, qual tratamento tem maior probabilidade de sucesso em cada caso.

    Como saber se vale a pena considerar uma técnica como o PRP ovariano no meu caso?

    Não é possível responder isso de forma genérica. A avaliação depende da idade, do grau de reserva ovariana, do histórico de tratamentos anteriores e dos objetivos da paciente — por isso a orientação é sempre levar a dúvida à consulta médica antes de decidir, em vez de se basear apenas em divulgação nas redes sociais.

    Em resumo

    • O PRP ovariano (plasma rico em plaquetas injetado no ovário) é uma técnica experimental, não um tratamento com eficácia comprovada para baixa reserva ovariana.
    • Os estudos publicados são majoritariamente pequenos, não randomizados e avaliam marcadores indiretos (como AMH), não a taxa de nascidos vivos.
    • A HFEA (Reino Unido) classifica a técnica com sinal vermelho para mulheres com reserva ovariana baixa, por falta de evidência de benefício e de dados de segurança.
    • A ESHRE recomenda que toda intervenção adicional em reprodução assistida seja discutida com base em evidência real, não em promessa de resultado.
    • A decisão sobre o melhor caminho para a baixa reserva ovariana — incluindo se alguma técnica adicional faz sentido — deve ser sempre individualizada, feita em consulta com a equipe médica.

    Quer esclarecer seu caso com uma avaliação individualizada? Fale com a equipe da Fértil Reprodução Humana pelo WhatsApp: (38) 99730-0133.

    Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699 | RQE 8172, especialista em Reprodução Humana, com atuação pioneira em Montes Claros desde 1997.

    Equipe Fértil Reprodução Humana: Dr. Orestes Prudêncio, Dr. Matheus Coelho Prudêncio e Rubia Coelho Prudêncio.

    Fontes científicas

    Conteúdo educativo; as orientações individuais da equipe assistencial devem ser seguidas.

    Leia também

    Publicado em: 3 de outubro de 2026.

    #PRPOvariano #ReservaOvariana #ReproduçãoAssistida #FertilidadeFeminina #FértilReproduçãoHumana

    📲 Agendar consulta agora
    Assistente FertilDuvidas frequentes
    Prefere falar com a equipe? WhatsApp (38) 99730-0133