A endometriose é uma condição em que o tecido semelhante ao que reveste o interior do útero (endométrio) cresce fora dele, geralmente nas trompas de Falópio, ovários, intestino e outras estruturas da pelve. É uma das causas mais comuns de infertilidade feminina, presente em uma parcela significativa das mulheres que buscam tratamento de reprodução assistida.
Como a endometriose causa infertilidade
A endometriose pode dificultar a gravidez de várias maneiras:
- Danificando ou obstruindo as trompas de Falópio, o que dificulta o encontro entre óvulo e espermatozoide.
- Criando cicatrizes e aderências que impedem o funcionamento normal dos ovários e do útero.
- Afetando a ovulação, tornando mais difícil a liberação regular dos óvulos.
- Gerando um ambiente pélvico inflamatório que pode prejudicar a qualidade do óvulo e a implantação do embrião.
Além do impacto na fertilidade, a endometriose frequentemente causa dor pélvica intensa, inclusive durante as relações sexuais, o que também pode afetar a qualidade de vida e o bem-estar emocional das pacientes.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da endometriose é individualizado e pode incluir medicações hormonais para controlar o crescimento do tecido endometrial, cirurgia laparoscópica para remover focos de endometriose e aderências, além de acompanhamento multidisciplinar com fisioterapia pélvica e suporte psicológico para o manejo da dor.
Fertilização in vitro na endometriose
Para mulheres com endometriose que têm dificuldade para engravidar, a fertilização in vitro (FIV) costuma ser uma das opções mais eficazes, especialmente quando há comprometimento das trompas de Falópio ou da reserva ovariana. Na FIV, os óvulos são coletados diretamente dos ovários e fertilizados em laboratório, superando as barreiras anatômicas causadas pela doença.
Antes de indicar a fertilização in vitro, é importante tratar adequadamente a endometriose para reduzir as chances de recidiva e melhorar o ambiente uterino para a implantação do embrião. A avaliação por um especialista em reprodução humana, em conjunto com o ginecologista, é essencial para definir a melhor estratégia de tratamento e as reais chances de sucesso em cada caso.
Perguntas frequentes
A endometriose sempre causa infertilidade?
Não necessariamente. Muitas mulheres com endometriose leve conseguem engravidar naturalmente. A infertilidade é mais comum nos casos moderados a graves, quando há comprometimento das trompas, dos ovários ou formação de aderências pélvicas.
É preciso operar a endometriose antes de fazer FIV?
Depende do caso. Em endometriose leve a moderada sem grande comprometimento ovariano, muitas vezes é possível partir direto para a FIV. Em casos com endometriomas grandes ou aderências extensas, a cirurgia pode ser recomendada antes do tratamento de reprodução assistida.
A endometriose pode voltar depois do tratamento?
Sim, a endometriose é uma doença crônica e pode recidivar mesmo após tratamento clínico ou cirúrgico, por isso o acompanhamento médico regular é importante.
A FIV tem boas taxas de sucesso em mulheres com endometriose?
As taxas de sucesso variam de acordo com o grau da doença, a idade da paciente e a reserva ovariana, mas a FIV é considerada uma das estratégias mais eficazes para superar a infertilidade associada à endometriose.

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Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio, médico especialista em Reprodução Humana, CRM-MG 25699, RQE 8172.
Clínica Fértil — Reprodução Humana, Montes Claros (MG).
Fontes científicas adotadas pela clínica
American Society for Reproductive Medicine (ASRM)
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (REDLARA)
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE)
Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)