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Como tratar miomas e infertilidade para engravidar

    Como tratar miomas e infertilidade para engravidar

    Nem todo mioma impede a gravidez. O que mais pesa é a localização: os submucosos, que crescem para dentro da cavidade do útero, e alguns intramurais que a deformam, podem prejudicar a implantação e, por isso, costumam ser tratados antes da tentativa ou da FIV. Já miomas pequenos que não alteram a cavidade, em geral, podem ser apenas acompanhados.

    Neste artigo você vai entender:

    • quais tipos de mioma mais afetam a fertilidade;
    • como o mioma é investigado quando há desejo de engravidar;
    • quando a histeroscopia ou a miomectomia são consideradas;
    • quando operar antes da FIV e quando é possível seguir sem cirurgia.
    Recebeu diagnóstico de mioma e quer engravidar?
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    Miomas sempre causam infertilidade?

    Não. Miomas são tumores benignos do músculo uterino e são frequentes durante a vida reprodutiva. Muitas mulheres engravidam naturalmente mesmo tendo miomas, especialmente quando eles são pequenos e não deformam o interior do útero.

    O ponto mais relevante é onde o mioma está localizado. Os subserosos crescem na parte externa do útero e, em geral, têm menor impacto direto na fertilidade. Os intramurais ficam na parede muscular uterina. Dependendo de seu tamanho, número e proximidade com o endométrio, podem interferir na capacidade do útero de receber o embrião.

    Já os miomas submucosos se projetam para dentro da cavidade uterina. Mesmo quando não são grandes, podem atrapalhar mais a fertilidade porque modificam exatamente o espaço onde o embrião precisa se implantar. Eles também podem estar associados a sangramento menstrual intenso, anemia, cólicas e abortamentos recorrentes.

    Por isso, encontrar um mioma não significa, automaticamente, que ele seja a causa da dificuldade para engravidar. É preciso investigar com atenção antes de decidir entre acompanhar, medicar, operar ou seguir para um tratamento de reprodução assistida.

    Como tratar miomas e infertilidade com planejamento

    O primeiro passo é compreender a anatomia do útero e avaliar o contexto reprodutivo completo. A ultrassonografia transvaginal costuma identificar miomas, mas, em algumas situações, exames como histerossonografia, ressonância magnética ou histeroscopia diagnóstica ajudam a definir se há comprometimento da cavidade uterina.

    Ao mesmo tempo, a investigação de infertilidade não deve parar no útero. A avaliação pode incluir reserva ovariana, ovulação, permeabilidade das tubas, espermograma e exames hormonais, conforme cada história clínica. Essa visão ampla evita atribuir aos miomas uma responsabilidade que pode estar em outro fator tratável.

    Quando o mioma não altera a cavidade uterina, não provoca sintomas relevantes e não há outros sinais de que ele esteja prejudicando a gestação, o acompanhamento pode ser a melhor conduta. Em pacientes mais velhas ou com reserva ovariana reduzida, por exemplo, adiar o plano reprodutivo por uma cirurgia sem indicação clara pode não ser vantajoso.

    Em outros casos, remover o mioma antes de tentar engravidar oferece melhores condições para a concepção ou para uma futura transferência de embrião. A decisão precisa equilibrar benefícios, riscos cirúrgicos, tempo de recuperação e urgência reprodutiva.

    Histeroscopia cirúrgica para miomas submucosos

    Quando o mioma está dentro da cavidade uterina, a histeroscopia cirúrgica costuma ser uma alternativa muito importante. O procedimento é realizado pela via vaginal, com uma câmera fina introduzida pelo colo do útero, sem cortes no abdome. Com instrumentos adequados, o especialista pode remover o mioma que interfere no espaço endometrial.

    Para muitas pacientes, essa abordagem permite melhorar o ambiente uterino com recuperação mais rápida do que uma cirurgia abdominal. Ainda assim, a indicação depende da dimensão, da profundidade e da posição do mioma. Alguns miomas submucosos podem demandar tratamento em etapas para preservar a segurança do útero.

    Sala de procedimentos da Clínica Fértil, em Montes Claros (MG), utilizada em pequenas cirurgias ginecológicas
    Sala de procedimentos da Fértil, estruturada para pequenas cirurgias ginecológicas e punção ovariana.

    Miomectomia por videolaparoscopia ou cirurgia aberta

    Miomas intramurais volumosos, múltiplos ou localizados profundamente na parede do útero podem exigir miomectomia, isto é, a retirada dos miomas com preservação uterina. Quando possível, a videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões no abdome. Ela pode favorecer uma recuperação mais confortável e menor tempo de internação.

    Há situações em que a cirurgia aberta continua sendo a escolha mais segura, sobretudo quando existem muitos miomas, lesões muito grandes ou necessidade de reconstrução cuidadosa do útero. Não existe uma técnica ideal para todas as pessoas: a indicada é aquela que oferece remoção adequada, segurança e preservação da fertilidade dentro da realidade clínica de cada paciente.

    Após uma miomectomia, o tempo para retomar as tentativas de gestação varia. O útero precisa cicatrizar, e a recomendação será definida pela equipe médica conforme a profundidade dos cortes e a reconstrução realizada. Respeitar esse período faz parte do cuidado com uma gravidez futura.

    Medicamentos tratam miomas para engravidar?

    Medicamentos podem aliviar sintomas como sangramento intenso e cólicas, além de ajudar a controlar anemia antes de um procedimento. Em algumas circunstâncias, tratamentos hormonais reduzem temporariamente o volume dos miomas. No entanto, eles geralmente não eliminam os miomas de forma definitiva nem substituem a cirurgia quando a cavidade uterina está deformada e há desejo gestacional.

    Além disso, muitos medicamentos que bloqueiam ou alteram a atividade hormonal não são compatíveis com tentativas de gravidez durante o uso. Eles podem ser úteis como preparo, mas precisam estar inseridos em uma estratégia clara. O objetivo não é apenas reduzir um nódulo no exame, e sim criar condições reais para uma gestação saudável.

    Quando a fertilização in vitro pode ajudar?

    A fertilização in vitro, ou FIV, pode ser indicada quando há outros fatores associados, como obstrução tubária, baixa reserva ovariana, alterações importantes no sêmen ou tentativas sem sucesso por tempo prolongado. Ela permite fecundar os óvulos em laboratório e acompanhar o desenvolvimento embrionário antes da transferência para o útero.

    Mas a FIV não resolve automaticamente uma cavidade uterina comprometida por mioma submucoso. Se o local onde o embrião deve se implantar está alterado, pode ser mais adequado tratar o útero antes da transferência. Por outro lado, em alguns casos de miomas intramurais sem deformidade da cavidade, especialmente quando o tempo reprodutivo é um fator decisivo, a equipe pode recomendar iniciar a FIV sem cirurgia prévia ou congelar embriões enquanto o tratamento uterino é planejado.

    Essa é uma decisão que exige experiência em reprodução humana e cirurgia ginecológica. Na Fértil Reprodução Humana, a investigação é conduzida de forma integrada para que a indicação respeite tanto a saúde uterina quanto o tempo e os sonhos de cada família.

    Sinais de que os miomas merecem avaliação rápida

    Algumas situações pedem uma consulta especializada sem adiar. Sangramento menstrual muito intenso, anemia, dor pélvica persistente, sensação de pressão no abdome, aumento rápido do volume uterino, abortamentos recorrentes ou dificuldade para engravidar após 12 meses de tentativas são motivos para investigar. Para mulheres a partir dos 35 anos, essa avaliação é recomendada após seis meses de tentativas, pois o fator idade passa a ter maior impacto na fertilidade.

    Também vale procurar orientação antes de iniciar uma FIV caso já exista diagnóstico de mioma. Uma análise criteriosa pode evitar transferências em um útero que ainda precisa de preparo e ajudar a definir a sequência mais segura do tratamento.

    Receber o diagnóstico de mioma não precisa interromper o projeto de formar uma família: com investigação cuidadosa e indicação cirúrgica bem definida quando necessária, é possível construir um plano de tratamento adequado ao seu caso.

    Perguntas frequentes sobre miomas e fertilidade

    Todo mioma causa infertilidade?

    Não. Muitas mulheres com miomas engravidam naturalmente. O impacto é maior quando o mioma deforma a cavidade uterina, como os submucosos e alguns intramurais, ou quando é grande o bastante para alterar a anatomia do útero. Por isso, encontrar um mioma não significa que ele seja a causa da dificuldade para engravidar; é preciso investigar todos os fatores.

    Quais tipos de mioma mais prejudicam a gravidez?

    Os submucosos, que se projetam para dentro da cavidade, são os que mais interferem na implantação. Alguns intramurais que deformam a cavidade também podem reduzir as chances. Os subserosos, na superfície externa do útero, geralmente têm menor impacto. A classificação por ultrassom, histeroscopia ou ressonância orienta a conduta em cada caso.

    Todo mioma precisa ser operado antes da FIV?

    Não. Segundo a ASRM, a retirada do mioma não é em geral recomendada em pacientes sem sintomas quando o mioma não deforma a cavidade, e não há evidência suficiente de benefício para os subserosos. Já a miomectomia histeroscópica de miomas submucosos melhora as taxas de gravidez. A decisão é individual e baseada em exames detalhados.

    A histeroscopia ajuda no tratamento de miomas?

    Sim, quando o mioma é submucoso. A histeroscopia cirúrgica é feita pela via vaginal, com uma câmera fina, sem cortes no abdome, e permite retirar o mioma que ocupa a cavidade do útero. A indicação depende do tamanho, da profundidade e da posição do mioma, e alguns casos podem exigir tratamento em etapas.

    Quanto tempo esperar para engravidar depois da miomectomia?

    O tempo varia conforme a técnica, o número e a profundidade dos miomas retirados, pois o útero precisa cicatrizar. A equipe médica define o intervalo adequado para cada paciente após avaliar a cirurgia realizada. Respeitar essa orientação faz parte do cuidado com uma gravidez futura, e o acompanhamento ginecológico deve continuar depois.

    Mioma pode voltar depois da cirurgia?

    Sim. A miomectomia remove os miomas existentes, mas não impede que novos apareçam no futuro. Por isso, o acompanhamento ginecológico continua recomendado, especialmente se a gravidez ainda não ocorreu depois do período de recuperação. Idade, reserva ovariana e outros fatores também são considerados ao planejar o tratamento de fertilidade.

    Em resumo

    • Nem todo mioma causa infertilidade; a localização e a deformação da cavidade uterina são o que mais pesa.
    • Miomas submucosos costumam ser tratados por histeroscopia antes da tentativa ou da FIV.
    • Miomas que não deformam a cavidade, em geral, podem ser apenas acompanhados.
    • A conduta deve considerar também idade, reserva ovariana e outros fatores de infertilidade.
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    Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699 | RQE 8172, especialista em Reprodução Humana, com 30 anos de atuação pioneira em Montes Claros.

    Fontes científicas

    Conteúdo educativo; as orientações individuais da equipe assistencial devem ser seguidas.

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