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Genética dos embriões e falha de implantação na FIV

    Fértil Reprodução Humana - tratamento de reprodução assistida em Montes Claros

    Como é realizado o teste genético que analisa os embriões na FIV?

    O PGT-A (teste genético pré-implantacional para aneuploidias) anteriormente conhecido como PGS (screening genético pré-implantacional) é um estudo genético realizado em uma amostra de células biopsiadas do embrião que permite identificar alterações cromossômicas antes da gravidez. O PGS é necessário nos tratamentos de fertilização in vitro para aumentar as chances de sucesso do tratamento e nascimento do bebê livre de doenças cromossômicas, como por exemplo a síndrome de Down.

    Na realização do PGT-A os equipamentos de alta tecnologia emitem resultados gerados com um algoritmo exclusivo de inteligência artificial que são interpretados por especialistas altamente qualificados.

    Mas como isso é feito? Vamos apresentar para você passo a passo esse processo incrível que permite mais segurança sobre a saúde do futuro bebê, validado cientificamente.

    1º Passo – Biopsia de embrião

    Um ponto muito importante a saber nesse passo a passo é que o embrião permanece na clínica de reprodução humana assistida durante todo este processo, o diagnóstico genético é realizado a partir de algumas células do embrião coletadas através de uma biopsia embrionária feita no próprio laboratório de embriologia da clínica onde o óvulo foi fertilizado.

    A preparação para o estudo genético do embrião começa na biopsia, pois ela é um passo fundamental para que as células coletadas não sofram danos que provoquem sua degradação, o que interfere diretamente na qualidade dos resultados da análise do laboratório de genética. Por esta razão, na Igenomix sempre disponibilizamos treinamento, atualização e consultoria para os embriologistas da clínica realizarem esta etapa com perfeição. Quando ela é realizada no embrião em estado de blastocisto (dia 5 e 6), as células coletadas são parte do grupo de células que formarão a placenta.

    2º Passo – Transporte

    Para ser transportada com segurança, a Igenomix disponibiliza às clínicas um kit de coleta que evita a contaminação e protege as células coletadas para análise. O transporte é feito por uma transportadora especializada que segue os parâmetros da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    3º Passo – Processamento da amostra

    O processamento da amostra é composto por 3 fases, o objetivo deste passo é conseguir alcançar a informação do DNA da célula do embrião.

    – Lysis: Na primeira fase do processamento da amostra são criados poros nas membranas da célula. Desta forma, abrimos caminho para chegar ao DNA, que se encontra dentro do núcleo celular.

    – Pré-amplificação: Durante a preparação para a amplificação acontece a fragmentação do material para facilitar a amplificação. Nesta fase, o objetivo é organizar a informação para que a amplificação aconteça corretamente.

    – Amplificação: Este trabalho executado com a ajuda de enzimas e substratos permite a multiplicação da informação da molécula, que é realizado para que o equipamento possa fazer a leitura do DNA.

    4º Passo – Sequenciamento genético

    Finalmente será possível identificar a sequência do DNA extraído das células do embrião. Cada célula contém toda a informação genética do embrião e por isso essa amostra é suficiente para identificar alterações cromossômicas completas e parciais que serão determinantes para a viabilidade do embrião após a implantação no útero materno e também para o nascimento de um bebê livre de doenças genéticas provocadas por alterações cromossômicas.

    5º Passo – Interpretação de resultados

    Os equipamentos utilizados, os protocolos validados e a utilização de parâmetros ótimos de qualidade são essenciais para emitir um resultado de base confiável, porém o relatório da máquina não é capaz de identificar nuances fundamentais para o diagnóstico do embrião. E, é nesse aspecto que temos o maior diferencial, pois além de utilizar um algoritmo próprio que faz uso da inteligência artificial para alcançar resultados livres de subjetividade humana, os resultados gerados são revisados por por especialistas altamente capacitados para concluir o diagnóstico.

    Além disso, na Igenomix, a conclusão do diagnóstico nunca é realizada por apenas um especialista. O processo é sempre acompanhado por dois profissionais especializados do laboratório.

    6º Passo – Apoio à clínica e pacientes na tomada de decisão

    Os resultados do PGT-A são apresentados ao responsável pelo tratamento de reprodução humana da clínica. E, inúmeras vezes, participamos no processo de decisão com o paciente para a seleção embrionária, dando suporte do ponto de vista genético para identificar o embrião com maior possibilidade de gerar uma gestação saudável.

    O que você precisa saber

    Os testes genéticos pré-implantacionais, quando indicados, analisam material celular do embrião antes da transferência. A indicação não deve ser automática: depende de idade, histórico reprodutivo, risco genético e objetivo clínico. Também é importante explicar que um teste genético não garante gravidez nem elimina todos os riscos.

    Decisão individualizada é o ponto central

    Após uma falha de implantação, a investigação deve ser racional. Idade, qualidade embrionária, condições uterinas, fatores masculinos, aspectos do tratamento e outras causas precisam ser avaliados antes de atribuir o insucesso a um único fator. O tratamento mais seguro é aquele que procura uma causa plausível e evita intervenções sem benefício comprovado.

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    Perguntas frequentes

    Todo embrião deve fazer teste genético?

    Não. O teste genético pré-implantacional tem indicações específicas e deve ser discutido individualmente.

    PGT aumenta a chance de gravidez para todas as pacientes?

    Não necessariamente. O benefício depende da indicação clínica, idade, número de embriões e outros fatores.

    O que pode causar falha de implantação?

    Há múltiplos fatores possíveis, incluindo características embrionárias, condições uterinas e fatores relacionados à paciente e ao tratamento.

    Quantos embriões podem ser transferidos?

    O número deve seguir critérios médicos e as normas vigentes, considerando idade e características do tratamento.

    Quer entender qual caminho pode fazer sentido para o seu projeto de família?

    Falar no WhatsApp: (38) 99730-0133

    Documento revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio, CRM/MG 25699, especialista em reprodução humana com 30 anos de pioneirismo em Montes Claros.

    Fontes científicas adotadas pela clínica

    American Society for Reproductive Medicine (ASRM)
    Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (REDLARA)
    European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE)
    Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)