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Guia de preservação da fertilidade para planejar

    Guia de preservação da fertilidade para planejar

    Receber um diagnóstico, iniciar um tratamento de saúde ou simplesmente perceber que a maternidade e a paternidade podem acontecer mais adiante desperta dúvidas muito pessoais. Este guia de preservação da fertilidade existe para tornar essas escolhas mais claras, com informação médica, respeito ao seu tempo e acolhimento para os seus planos de família.

    Preservar a fertilidade não é uma garantia de gravidez no futuro, nem uma decisão que precisa ser tomada por medo. É uma estratégia para ampliar possibilidades quando há um risco real de redução da capacidade reprodutiva ou quando o projeto de ter filhos ainda não cabe no presente. Cada história tem um contexto clínico, emocional e financeiro diferente – e é justamente por isso que a avaliação individual faz tanta diferença.

    O que significa preservar a fertilidade?

    A preservação da fertilidade reúne técnicas que permitem congelar e armazenar células reprodutivas ou embriões para uso posterior. Para mulheres, o procedimento mais conhecido é o congelamento de óvulos. Para homens, há o congelamento de sêmen. Em algumas situações e conforme o projeto reprodutivo do casal, também é possível congelar embriões.

    Essas amostras são mantidas em nitrogênio líquido, em temperaturas muito baixas, até que a pessoa ou o casal decida utilizá-las. Quando chega esse momento, o tratamento indicado dependerá do material preservado e das condições clínicas atuais. Óvulos e embriões, por exemplo, costumam ser utilizados em um ciclo de Fertilização in Vitro, enquanto o sêmen congelado pode ser empregado em inseminação artificial ou FIV.

    A decisão começa antes do laboratório. Uma consulta especializada avalia idade, reserva ovariana, exames hormonais, histórico familiar, condições do útero e dos ovários, qualidade seminal quando aplicável e os objetivos de vida de cada paciente. Esse cuidado evita promessas irreais e ajuda a definir uma estratégia possível.

    Quando considerar a preservação da fertilidade?

    Há situações em que o tempo é especialmente relevante. A qualidade e a quantidade dos óvulos diminuem progressivamente com a idade, com redução mais acentuada a partir dos 35 anos, embora esse processo varie muito entre as mulheres. Por isso, quem deseja adiar a gestação pode buscar uma avaliação antes de sentir urgência.

    Também existe uma indicação médica importante para pessoas que receberão tratamentos capazes de afetar os ovários ou os testículos. Quimioterapia, radioterapia, algumas cirurgias pélvicas ou testiculares e determinados tratamentos para doenças autoimunes podem comprometer a fertilidade. Nesses casos, conversar com um especialista em reprodução humana logo após o diagnóstico, sempre que houver segurança clínica para isso, pode preservar uma possibilidade valiosa para o futuro.

    Condições ginecológicas merecem atenção. Endometriose, endometriomas ovarianos, baixa reserva ovariana, histórico de cirurgias nos ovários e algumas alterações genéticas podem justificar uma conversa antecipada. Para os homens, varicocele, alterações importantes no espermograma, cirurgias, doenças oncológicas e risco de exposição a tratamentos gonadotóxicos também são motivos para avaliação.

    A preservação por escolha pessoal, às vezes chamada de social ou eletiva, é igualmente legítima. Ela pode fazer sentido para quem ainda não encontrou o momento, a parceria ou as condições desejadas para ter filhos. Não há uma idade única que sirva para todos, mas, em geral, preservar óvulos em uma idade mais jovem tende a oferecer melhores perspectivas, pois a idade no momento da coleta influencia a qualidade dos óvulos congelados.

    Congelamento de óvulos: como é o processo

    O congelamento de óvulos começa com exames e uma consulta detalhada. A partir daí, a paciente recebe medicações hormonais por cerca de 10 a 14 dias para estimular o desenvolvimento de mais de um folículo no mesmo ciclo. Durante esse período, são feitos acompanhamentos por ultrassonografia e exames de sangue para ajustar as doses com segurança.

    Quando os folículos atingem o estágio esperado, é programada a coleta dos óvulos. O procedimento é realizado por via vaginal, guiado por ultrassonografia, sob sedação. Depois, os óvulos maduros são avaliados no laboratório e congelados pela técnica de vitrificação, um método rápido que busca reduzir a formação de cristais de gelo e proteger a célula.

    É comum surgir a dúvida sobre desconforto e riscos. Pode haver sensação de inchaço, cólicas leves e oscilações emocionais durante a estimulação. Complicações são incomuns, mas existem e devem ser explicadas com transparência pela equipe, incluindo o risco de resposta exagerada dos ovários. O acompanhamento individualizado é parte essencial da segurança.

    Sêmen e embriões: em que situações são indicados?

    O congelamento de sêmen costuma ser simples e rápido. A amostra é coletada, analisada, preparada e armazenada. Pode ser recomendado antes de vasectomia, de tratamentos oncológicos, de cirurgias ou para homens que terão dificuldade de estar presentes no dia de um procedimento reprodutivo. Dependendo do caso, uma única amostra não é suficiente, e a equipe pode sugerir mais coletas.

    Já o congelamento de embriões envolve a fertilização dos óvulos com espermatozoides em laboratório. É uma opção para casais ou pessoas que já definiram esse caminho e desejam realizar uma FIV. Como os embriões resultam de material genético de duas pessoas, decisões sobre armazenamento e uso exigem consentimentos claros e atualizados.

    Não existe uma técnica universalmente melhor. Congelar óvulos pode preservar maior autonomia para decisões futuras, especialmente quando ainda não há parceiro ou parceira definido. Congelar embriões permite conhecer o desenvolvimento embrionário naquele ciclo, mas envolve escolhas compartilhadas e aspectos éticos e legais próprios. A conversa médica deve considerar não apenas os resultados esperados, mas também aquilo que faz sentido para a sua vida.

    O que os exames mostram – e o que eles não prometem

    Exames como hormônio anti-mülleriano, contagem de folículos antrais e dosagens hormonais ajudam a estimar a reserva ovariana e a prever a resposta à estimulação. Eles são úteis para planejar o tratamento, mas não medem, sozinhos, a chance de uma gravidez natural nem determinam a qualidade absoluta dos óvulos.

    Da mesma forma, um espermograma informa características da amostra seminal, mas precisa ser interpretado no conjunto da história clínica. Resultados isolados não definem destinos. A reprodução humana trabalha com probabilidades, e uma orientação responsável deixa isso evidente desde o primeiro encontro.

    A quantidade de óvulos congelados necessária também varia conforme a idade, a resposta ovariana e o desejo de ter um ou mais filhos. Algumas pacientes obtêm um número adequado em um ciclo; outras podem se beneficiar de ciclos adicionais. Esse planejamento precisa ser realista e construído sem pressão.

    Aspectos emocionais, financeiros e legais da decisão

    Preservar a fertilidade pode trazer alívio, mas não elimina todas as incertezas. Há pessoas que se sentem esperançosas; outras vivenciam ansiedade, luto por um diagnóstico ou receio de não utilizar o material no futuro. Ter espaço para fazer perguntas e, quando necessário, contar com apoio psicológico ajuda a atravessar esse processo com mais gentileza consigo.

    Os custos incluem avaliação, medicações, procedimento, laboratório e manutenção anual do material criopreservado. Vale pedir um planejamento financeiro detalhado, entender o que está incluído e conversar sobre alternativas compatíveis com a sua realidade. Escolher uma clínica pela segurança do laboratório, experiência da equipe e qualidade do acompanhamento é tão relevante quanto avaliar valores.

    Também é necessário assinar termos de consentimento sobre armazenamento, prazo, destino do material em diferentes circunstâncias e atualização de contatos. Essas regras seguem normas éticas e legais brasileiras e devem ser apresentadas em linguagem clara. Se algo parecer confuso, pergunte antes de decidir.

    Um guia de preservação da fertilidade começa com escuta

    Na Fértil Reprodução Humana, a preservação da fertilidade é conduzida como uma decisão de saúde e de futuro, nunca como um protocolo automático. Uma equipe especializada pode avaliar suas chances, explicar cada etapa e organizar um plano coerente com o seu momento de vida, inclusive em consultas por telemedicina para quem mora distante.

    Você não precisa ter todas as respostas para marcar uma avaliação. Às vezes, a primeira consulta serve apenas para entender o seu corpo, conhecer as opções e recuperar a sensação de que há caminhos possíveis. Cuidar da fertilidade hoje pode ser uma forma serena de deixar espaço para o sonho que, no tempo certo, poderá ganhar vida. Perguntas Frequentes (FAQs)

    1. Quem deve considerar a preservação da fertilidade?

    Mulheres acima de 30 anos que desejam adiar a gravidez, pacientes oncológicos antes de quimioterapia/radioterapia, ou casais com planos futuros. Veja detalhes em: https://fertil.med.br/. 

    1. Qual a diferença entre congelamento de óvulos e embriões?

    O congelamento de óvulos preserva a fertilidade da mulher sem necessidade de espermatozoide no momento. Os embriões são formados após fertilização. Informações completas em: https://fertil.med.br/tratamentos-de-fertilidade/.

    1. A FIV é dolorosa?

    A maioria dos procedimentos é bem tolerada com anestesia leve. A estimulação ovariana pode causar desconforto temporário, mas a equipe oferece suporte completo.

    1. Qual a taxa de sucesso?

    Depende da idade e condições individuais. A Fértil possui altas taxas alinhadas aos padrões internacionais. Consulte: https://fertil.med.br/clinica/.

    1. Há opções acessíveis?

    Sim, o Programa Acesso oferece FIV com custos reduzidos para casais de baixa renda desde 2012. Por que escolher a Fértil Reprodução Humana? Escolher a Fértil Reprodução Humana significa optar por experiência, humanização e excelência técnica. Desde 1997, a clínica já realizou o sonho de mais de 5.000 famílias, sendo a única em Montes Claros com Certificação Ouro da REDLARA. Os Drs. Orestes e Matheus Prudêncio, junto com a embriologista sênior Rúbia Coelho Prudêncio, lideram uma equipe multidisciplinar que combina tecnologia de ponta com atendimento acolhedor e ético. A clínica oferece infraestrutura moderna, programa de acesso social, suporte psicológico e um compromisso genuíno com cada paciente. Aqui, você não é apenas um caso clínico — é parte de uma “fábrica de sonhos” que valoriza a vida, a esperança e o cuidado integral. Venha conhecer um ambiente onde ciência e carinho andam juntos. Agende sua consulta e transforme seu projeto de família em realidade! Fontes Científicas Adotadas pela Clínica A Fértil Reprodução Humana baseia seus protocolos nas principais sociedades internacionais e nacionais: • American Society for Reproductive Medicine (ASRM): https://www.asrm.org/ • RedLARA – Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida: https://redlara.com/ ou https://redlara.org/ • Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE): https://www.eshre.eu/ • Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA): https://www.sbra.com.br/ Para mais informações, acesse o site oficial da clínica: https://fertil.med.br/ e baixe o livreto de Preservação da Fertilidade: https://fertil.med.br/wp-content/uploads/2023/06/Livreto-Fertil.pdf.

    Artigo revisto pelo Dr. Orestes Prudêncio, crm 25699, pioneiro em reprodução assistida em Montes Claros com mais de 25 anos de experiência e mail de cinco mil bebês nascidos

    Certificação RedLara Gold 2026