Os dados do Censo 2022 do IBGE mostram que as brasileiras estão tendo filhos mais tarde: a idade média ao ter filhos subiu de 26,3 anos, em 2000, para 28,1 anos, em 2022. Ao mesmo tempo, o número de óvulos congelados no país cresce ano a ano. O congelamento de óvulos pode ser uma forma de preservar a possibilidade de uma gravidez futura, mas não garante um filho: a decisão depende da idade, da reserva ovariana e de avaliação médica individual.
Neste artigo você vai entender:
- O que mudou no Brasil: idade ao ter filhos e crescimento do congelamento de óvulos
- O que as sociedades médicas dizem sobre congelar óvulos por escolha própria
- Por que a idade na hora de congelar é considerada importante
- Quais limites e incertezas existem e o que perguntar em uma consulta
- Como é a avaliação para preservar a fertilidade em Montes Claros
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O que mudou no Brasil: a maternidade está sendo adiada
Segundo o Censo 2022 do IBGE (módulo Fecundidade e Migração, divulgado em junho de 2025), a idade média com que as mulheres têm filhos passou de 26,3 anos, em 2000, para 28,1 anos, em 2022. A taxa de fecundidade foi estimada em 1,55 filho por mulher em 2022, e a proporção de mulheres sem filhos subiu de 10,0% para 16,2% entre 2000 e 2022. O próprio levantamento associa a tendência principalmente à maior escolaridade e à maior participação das mulheres no mercado de trabalho.
Congelamento de óvulos no país: números que crescem
Dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), da Anvisa, divulgados em reportagem de junho de 2026, indicam que o número de óvulos congelados no Brasil passou de 56.710 em 2020 para 147.015 em 2025, cerca de 25% a mais do que em 2024 (117.865). A soma dos seis anos passa de 600 mil óvulos. É importante notar que esses números contam óvulos, não mulheres, e que eles não informam quantas pessoas voltaram depois para usar o material.

O que dizem as sociedades médicas sobre congelar óvulos por escolha própria
O congelamento de óvulos sem indicação médica imediata é chamado de criopreservação planejada de óvulos. A diretriz da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM, 2021) reconhece a técnica e, ao mesmo tempo, é cautelosa: afirma que não há evidência suficiente para informar a uma mulher qual é a probabilidade de nascimento de um bebê depois da criopreservação planejada, e que a taxa de uso dos óvulos congelados por escolha própria ainda é desconhecida. A mesma diretriz usa estudos de qualidade intermediária ou baixa, na maioria com poucas pacientes ou de um único centro.
Por que a idade na hora de congelar importa
A diretriz da ASRM indica que as taxas de nascimento por transferência parecem ser melhores quando os óvulos são congelados em idade mais jovem, e recomenda orientar as pacientes sobre isso, embora com grau de confiança baixo na evidência. Os dados citados vêm de um estudo de coorte que observou diferença mais clara aos 38 anos e de um registro com taxas mais altas abaixo dos 35 anos. A diretriz não define uma idade ideal para congelar.
Isso não significa que mulheres mais velhas não possam considerar a técnica, mas que a conversa precisa ser individualizada: o número de óvulos que se consegue obter diminui com a idade, e a reserva ovariana ajuda a estimar essa resposta, sem prever com certeza o nascimento.
Quantos óvulos congelar? O que a evidência permite dizer
Não existe um número mágico. A ASRM informa que a eficiência dos óvulos diminui com a idade e que não há evidência suficiente para orientar sobre o número absoluto necessário. Uma coorte citada na diretriz estimou cerca de 14 a 15 óvulos maduros para mulheres de 30 a 37 anos e 26 para mulheres de 38 a 40 anos, para atingir 70% de chance de um nascimento, mas a própria diretriz não adota esses valores como metas de aconselhamento. Para entender como esse planejamento é feito, leia quantos óvulos congelar para ter um bebê no futuro.
Limites e cuidados antes de decidir
- Não é garantia de gravidez: o congelamento preserva a possibilidade, não assegura o resultado.
- Há etapas e riscos: o processo inclui estimulação ovariana com medicamentos, acompanhamento por ultrassom e uma punção para a coleta dos óvulos, procedimentos que devem ser explicados na consulta, com seus riscos.
- O uso futuro depende de um tratamento: para gerar uma gravidez, os óvulos congelados precisam ser descongelados, fecundados em laboratório e os embriões transferidos para o útero.
- Custo e armazenamento: há custos do procedimento e da manutenção do material, que devem ser esclarecidos antes da decisão.
- Indicação médica é outra situação: em casos como o tratamento de câncer, a preservação costuma ser urgente. Veja o exemplo de câncer de mama e fertilidade.
Congelamento de óvulos em Montes Claros: como é a avaliação
Na Fértil Reprodução Humana, em Montes Claros, a conversa começa na primeira consulta, com avaliação da sua idade, do seu histórico e da reserva ovariana, e esclarecimento das etapas, dos riscos e das incertezas. Conheça a página sobre congelamento de óvulos e sobre preservação da fertilidade. A equipe é formada pelo Dr. Orestes Prudêncio, pelo Dr. Matheus Coelho Prudêncio (CRM-MG 79730, RQE 66367) e pela embriologista Rubia Coelho Prudêncio.
Perguntas frequentes sobre adiar a maternidade e congelar óvulos
Qual a idade média das brasileiras ao ter filhos?
Segundo o Censo 2022 do IBGE, a idade média ao ter filhos foi de 28,1 anos em 2022, contra 26,3 anos em 2000. A média varia por estado e por escolaridade: mulheres com ensino superior completo tiveram o primeiro filho, em média, por volta dos 30,7 anos.
Congelar óvulos garante uma gravidez no futuro?
Não. O congelamento preserva a possibilidade de uma gravidez, mas o resultado depende de fatores como a idade na hora do congelamento, o número e a qualidade dos óvulos e do tratamento realizado depois. A diretriz da ASRM afirma não haver evidência suficiente para estimar com precisão a probabilidade de nascimento.
Qual a melhor idade para congelar óvulos?
Os dados disponíveis sugerem melhores taxas de nascimento quando os óvulos são congelados mais cedo, com evidência de baixa confiança, e a ASRM não define uma idade ideal. A decisão depende da avaliação individual, incluindo a reserva ovariana.
Quantos óvulos preciso congelar?
Não há um número definido. A necessidade depende da idade, da reserva ovariana e do objetivo de ter um ou mais filhos. A diretriz da ASRM considera a evidência insuficiente para fixar uma meta; o planejamento deve ser feito em consulta.
Congelar óvulos é um procedimento de risco?
Envolve estimulação ovariana com medicamentos e uma punção para a coleta, com riscos que devem ser explicados pelo médico, como a síndrome de hiperestimulação ovariana, que pode ocorrer em alguns casos. A avaliação individual define a melhor forma de conduzir o ciclo.
O que acontece com os óvulos congelados depois?
Ficam armazenados em nitrogênio líquido. Quando a pessoa decide tentar a gravidez, eles são descongelados, fecundados em laboratório e os embriões resultantes podem ser transferidos para o útero. Nem todos os óvulos sobrevivem ao descongelamento ou resultam em embriões.
Em resumo
- A idade média ao ter filhos no Brasil subiu de 26,3 para 28,1 anos entre 2000 e 2022, segundo o Censo do IBGE.
- O número de óvulos congelados no país cresceu de 56.710 (2020) para 147.015 (2025), segundo dados da Anvisa divulgados em reportagem.
- A ASRM considera a evidência insuficiente para estimar a probabilidade de nascimento após congelar óvulos por escolha própria.
- Os dados sugerem melhores taxas quando os óvulos são congelados mais cedo, mas não definem uma idade ideal nem um número fixo de óvulos.
- A decisão exige avaliação individual da idade, da reserva ovariana, dos riscos e do plano de uso futuro.
Quer esclarecer seu caso com uma avaliação individualizada? Fale com a equipe da Fértil Reprodução Humana pelo WhatsApp: (38) 99730-0133.
Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699, RQE 8172, especialista em Reprodução Humana, com atuação pioneira em Montes Claros desde 1997.
Equipe Fértil Reprodução Humana: Dr. Orestes Prudêncio, Dr. Matheus Coelho Prudêncio e Rubia Coelho Prudêncio.
Fontes científicas
- IBGE. Censo 2022: Fecundidade e Migração (divulgado em 27/06/2025), conforme reportagem da CNN Brasil.
- Anvisa, SisEmbrio (óvulos congelados, 2020–2025), conforme reportagem do Diário do Pará (05/06/2026).
- Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Evidence-based outcomes after oocyte cryopreservation for donor oocyte in vitro fertilization and planned oocyte cryopreservation: a guideline (2021). Fertility and Sterility. 2021;116:36-47. ASRM.
Conteúdo educativo; as orientações individuais da equipe assistencial devem ser seguidas.
Leia também
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Publicado em: 11 de outubro de 2026.
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