A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio hormonal comum que afeta mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas incluem ciclos menstruais irregulares, aumento dos níveis de andrógenos (hormônios masculinos) e o desenvolvimento de múltiplos pequenos cistos nos ovários, visíveis à ultrassonografia.
Atualização 2026: a SOP passou a se chamar SOMP. Entenda o que muda para a fertilidade.
Como a SOP afeta a fertilidade
A irregularidade ou ausência de ovulação é a principal causa de infertilidade nas mulheres com SOP. Sem ovulação regular, o encontro entre óvulo e espermatozoide se torna imprevisível ou impossível. Além disso, a síndrome está associada a maior risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, o que reforça a importância do acompanhamento médico contínuo.
Tratamentos e mudanças de estilo de vida
O tratamento da SOP costuma começar por mudanças de estilo de vida, como perda de peso quando indicada, exercício físico regular e alimentação equilibrada, que podem melhorar a regularidade dos ciclos e a resposta aos tratamentos de fertilidade. Medicações para indução da ovulação, como o citrato de clomifeno ou o letrozol, são frequentemente a primeira linha de tratamento para quem deseja engravidar.
Fertilização in vitro para mulheres com SOP
Quando a indução da ovulação isolada não é suficiente, a fertilização in vitro (FIV) é uma opção eficaz para mulheres com ovários policísticos. No procedimento, os óvulos são coletados diretamente dos ovários após estimulação hormonal cuidadosamente monitorada e fertilizados em laboratório, com os embriões resultantes transferidos ao útero. Mulheres com SOP costumam responder bem à estimulação ovariana, embora exijam monitoramento rigoroso para reduzir o risco de síndrome de hiperestimulação ovariana.
Exames antes de iniciar o tratamento
Antes de iniciar a fertilização in vitro, é importante afastar outras causas de infertilidade associadas. Os exames comumente solicitados incluem:
- Exame de sangue para medir os níveis de hormônios reprodutivos.
- Ultrassonografia para avaliar a morfologia dos ovários e do útero.
- Espermograma do parceiro, para avaliar a qualidade do sêmen.
- Histerossalpingografia (HSG), para verificar a permeabilidade das trompas de Falópio.
Com esses exames, o especialista em reprodução humana consegue determinar se há outros fatores associados à infertilidade e definir a estratégia de tratamento mais adequada para cada caso.
Perguntas frequentes
Toda mulher com ovários policísticos é infértil?
Não. Muitas mulheres com SOP engravidam naturalmente, especialmente com o auxílio de medicações para indução da ovulação. A dificuldade maior está relacionada à irregularidade dos ciclos ovulatórios.
A perda de peso realmente ajuda na fertilidade de quem tem SOP?
Sim. Mesmo uma perda de peso moderada (5% a 10% do peso corporal) pode melhorar significativamente a regularidade dos ciclos menstruais e a resposta aos tratamentos de indução da ovulação.
Mulheres com SOP têm mais risco na estimulação ovariana da FIV?
Sim, o principal risco é a síndrome de hiperestimulação ovariana, já que essas pacientes costumam responder de forma mais intensa à medicação. Por isso, o protocolo de estimulação é ajustado e o monitoramento é mais rigoroso.
Quais tratamentos existem além da FIV para quem tem SOP?
Antes da FIV, costuma-se tentar indução da ovulação com medicações orais (como letrozol ou clomifeno) associadas ou não a relações programadas ou inseminação artificial, reservando a FIV para os casos que não respondem a essas abordagens.

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Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio, médico especialista em Reprodução Humana, CRM-MG 25699, RQE 8172.
Clínica Fértil — Reprodução Humana, Montes Claros (MG).
Fontes científicas adotadas pela clínica
American Society for Reproductive Medicine (ASRM)
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (REDLARA)
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE)
Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)
