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Teste genético de embriões (PGT-A) em mulheres jovens: o que o novo estudo da USP mostra

    Sequenciador genético usado na análise de embriões no teste genético de embriões (imagem ilustrativa)

    Segundo um ensaio clínico randomizado da USP, o teste genético de embriões (PGT-A) não trouxe vantagem estatisticamente significativa na taxa de nascidos vivos em mulheres de 18 a 37 anos com bom prognóstico, em primeiro ciclo de FIV. O resultado não vale para todas as pacientes: a indicação do PGT-A continua dependendo da idade, do histórico e da avaliação médica individual.

    Publicado em: 31 de outubro de 2026

    Neste artigo você vai entender:

    • o que o estudo da USP comparou e o que encontrou;
    • por que o resultado não serve para todas as mulheres;
    • em quais situações o PGT-A ainda pode ser considerado;
    • o que levar para a consulta antes de decidir pelo teste.

    O que é o teste genético de embriões (PGT-A) e por que ele gera tanta dúvida

    O PGT-A é a análise do número de cromossomos de uma pequena amostra de células do embrião, retirada do blastocisto. A ideia é transferir um embrião sem alterações cromossômicas identificadas. Como o teste soma custo e envolve a manipulação do embrião, muitos casais perguntam se ele realmente aumenta a chance de ter um filho. Quem quer entender a técnica em detalhe pode ler para que serve o PGT embrionário e o guia sobre estudo genético de embriões.

    O que o ensaio clínico da USP comparou

    O estudo, conduzido pela Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e publicado na revista Clinics, sorteou 206 mulheres de 18 a 37 anos, com bom prognóstico de fertilidade e no primeiro ciclo de FIV. Foram 103 em cada grupo. Em um deles, os embriões passaram por sequenciamento de nova geração (NGS) e se transferiu um embrião sem alterações cromossômicas identificadas. No outro, o embrião foi escolhido pelos critérios habituais de morfologia e desenvolvimento, avaliados pelo embriologista.

    Esse desenho é o que se chama de ensaio clínico randomizado: o acaso decide quem faz o teste e quem não faz, o que reduz a chance de que diferenças entre os grupos, e não o exame, expliquem o resultado. Por isso ele pesa mais do que relatos isolados ou comparações entre clínicas diferentes.

    O que o estudo sobre teste genético de embriões encontrou

    Em resumo, o teste genético de embriões não aumentou a taxa de nascidos vivos neste grupo específico de mulheres jovens.

    Segundo os dados divulgados, a gravidez clínica ocorreu em 79,6% do grupo com teste e em 76,7% do grupo sem teste. Os nascidos vivos foram 64,1% e 59,2%, respectivamente. Nenhuma dessas diferenças foi estatisticamente significativa, e também não houve diferença relevante nos abortamentos. Em outras palavras, nesse perfil de paciente, escolher o embrião pela morfologia funcionou de modo comparável ao teste genético.

    Um número maior em um dos grupos não é, sozinho, prova de vantagem. Quando a diferença não é estatisticamente significativa, ela pode ser fruto do acaso. O estudo tem tamanho moderado e foi feito em um único serviço, o que limita as conclusões para outros perfis de pacientes e outros laboratórios.

    Termociclador de PCR em laboratório de genética usado na análise de biópsia embrionária, ilustração do teste genético de embriões
    Ambiente de laboratório de genética em reprodução assistida — imagem ilustrativa

    Por que o resultado do teste genético de embriões não vale para todas as mulheres

    A proporção de embriões com alterações cromossômicas aumenta com a idade da mulher. Por isso, um estudo que só inclui mulheres até 37 anos e com bom prognóstico não responde, sozinho, à pergunta das pacientes mais velhas, com perdas gestacionais de repetição ou com falhas de implantação. A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) concluiu, em 2024, que o PGT-A não pode ser recomendado de forma rotineira para todas as pacientes de FIV, que o benefício na redução de abortamentos é incerto e que a decisão deve incluir aconselhamento sobre riscos, limitações e a opção de não testar.

    A própria ASRM lembra que a maioria dos estudos incluiu pacientes de bom prognóstico, que tinham blastocistos para biópsia, e que muitos foram feitos em centros de grande experiência. Isso significa que os resultados podem não se repetir em todos os serviços, e que perguntas sobre custo-benefício, resultados falso-positivos e uso em subgrupos específicos seguem abertas.

    Limites do estudo e o que ainda falta saber

    Os limites do estudo ajudam a entender até onde o teste genético de embriões pode ser avaliado com os dados atuais.

    Todo ensaio clínico responde a uma pergunta específica. Este avaliou uma única transferência de embrião em mulheres jovens e de bom prognóstico, no primeiro ciclo. Ele não avalia, por exemplo, o efeito do teste em ciclos seguidos, em mulheres acima dos 37 anos, em casais com histórico de perdas gestacionais ou em quem já teve falha de implantação. Também não responde a como lidar com embriões de resultado intermediário, os chamados mosaicos.

    Também vale lembrar que as taxas de sucesso variam entre laboratórios, e que a escolha do embrião por morfologia depende da experiência da equipe de embriologia. Um achado de um serviço não se transfere automaticamente a outro, e é por isso que a conversa individual com o médico continua sendo o centro da decisão.

    Quando o teste genético de embriões ainda pode ser considerado

    A decisão sobre o teste genético de embriões é sempre individual e depende de idade, histórico reprodutivo e número de embriões disponíveis.

    A indicação é individual. Em situações selecionadas, como idade materna mais avançada, perdas gestacionais recorrentes ou falhas repetidas de implantação, o médico pode discutir o teste com o casal, explicando que ele não garante gravidez nem elimina todo o risco. Outros motivos de falha de implantação estão em por que o embrião não implanta, e o papel do teste em casos específicos aparece em genética embrionária: quando é indicada.

    O que levar para a consulta antes de decidir sobre o teste genético de embriões

    Antes de pagar pelo teste, vale perguntar: a minha idade e o meu histórico justificam o PGT-A? Quantos blastocistos eu devo ter para fazer a biópsia? O que acontece com embriões de resultado intermediário (mosaico)? Qual o custo adicional e o que ele muda na minha conduta? A conversa também passa por técnicas como a ICSI, pelo plano de transferência (embriões congelados ou frescos) e pelo orçamento total do tratamento (custos).

    Avaliação do teste genético de embriões em Montes Claros

    Na Fértil Reprodução Humana, em Montes Claros (MG), clínica que atua desde 1997, a indicação de qualquer teste genético é discutida caso a caso, dentro do plano completo de fertilização in vitro. Um estudo novo ajuda a conversar, mas não substitui a avaliação do seu histórico.

    Perguntas frequentes sobre o teste genético de embriões em mulheres jovens

    O PGT-A aumenta a chance de gravidez em mulheres jovens?

    No ensaio clínico da USP, com mulheres de 18 a 37 anos e bom prognóstico, não houve diferença estatisticamente significativa nas taxas de gravidez clínica e de nascidos vivos entre quem fez o teste e quem escolheu o embrião pela morfologia. O resultado vale para esse perfil e não deve ser estendido a todos os casos.

    O estudo da USP prova que o PGT-A não serve para nada?

    Não é isso que os dados mostram. Eles indicam que, em mulheres jovens com bom prognóstico, o teste não trouxe vantagem significativa no desfecho avaliado. Em outros perfis, como idade mais avançada ou perdas gestacionais de repetição, a questão continua em discussão e depende de cada caso.

    Quem pode se beneficiar do teste genético de embriões?

    A decisão é individual. O médico pode considerar o PGT-A em situações selecionadas, como idade materna avançada, abortamentos de repetição ou falhas de implantação, sempre explicando limitações e a possibilidade de não testar.

    O PGT-A faz mal ao embrião?

    O teste exige a biópsia de poucas células do blastocisto, feita por equipe de embriologia experiente. Como todo procedimento sobre o embrião, tem limitações e riscos que devem ser explicados no consentimento, inclusive resultado inconclusivo ou classificação de mosaico.

    O que significa um embrião mosaico?

    É um embrião com células de número cromossômico diferente na amostra analisada. A classificação varia conforme a plataforma e o laboratório, e a conduta deve ser definida com aconselhamento genético, pois esses embriões podem implantar com menor frequência.

    Como a embriologista escolhe o embrião sem o teste genético?

    A seleção considera a morfologia e o ritmo de desenvolvimento até o blastocisto, em geral com acompanhamento no laboratório. Essa avaliação não detecta o número de cromossomos, por isso a decisão de testar ou não deve ser discutida na consulta.

    Fazer ou não o PGT-A muda o custo do tratamento?

    Sim, o teste costuma acrescentar custo ao ciclo. O valor do tratamento varia caso a caso e é informado ao casal na primeira consulta; há possibilidade de parcelamento em até 10 vezes no cartão de crédito.

    Em resumo

    • Em mulheres de 18 a 37 anos com bom prognóstico, o ensaio da USP não mostrou vantagem significativa do PGT-A nos nascidos vivos.
    • O resultado não se aplica automaticamente a mulheres mais velhas ou a casos de perdas gestacionais e falhas de implantação.
    • A ASRM não recomenda o PGT-A de rotina para todas as pacientes e orienta aconselhamento sobre riscos e limitações.
    • A decisão de testar ou não é do casal com o médico, caso a caso.

    Quer esclarecer seu caso com uma avaliação individualizada? Fale com a equipe da Fértil Reprodução Humana pelo WhatsApp: (38) 99730-0133.

    Conteúdo revisado pelo Dr. Orestes Prudêncio — CRM-MG 25699 | RQE 8172, especialista em Reprodução Humana, com atuação pioneira em Montes Claros desde 1997.

    Equipe Fértil Reprodução Humana: Dr. Orestes Prudêncio, Dr. Matheus Coelho Prudêncio e Rubia Coelho Prudêncio.

    Fontes científicas

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    Conteúdo revisado por Dr. Orestes Prudêncio

    Dr. Orestes Prudêncio, CRM-MG 25699, RQE 8172, médico especialista em reprodução humana, fundador da Fértil Reprodução Humana, em Montes Claros, MG.

    A Fértil atua exclusivamente com reprodução assistida em Montes Claros desde 1997, tem certificação REDLARA Gold e mais de 5.000 nascimentos. A equipe médica e de embriologia inclui o Dr. Matheus Coelho Prudêncio e a embriologista Rubia Coelho Prudêncio.

    As informações deste artigo são educativas e não substituem a avaliação individual.

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